Caderno de Campo da Caatinga | Arte Botânica, Pesquisa e Semiárido Brasileiro
- Eveli Rayane
- 21 de abr.
- 2 min de leitura
Mais do que um projeto artístico, ele se constrói como um percurso de pesquisa, sensibilidade e pertencimento, uma forma de olhar para a flora da Caatinga não apenas como paisagem, mas como memória, conhecimento e identidade.
A partir da vivência no campo, da escuta atenta da paisagem e do estudo das espécies em seu habitat natural, cada registro se transforma em arte. O traço nasce da observação, e a arte passa a ser também uma forma de documentar, compreender e valorizar o nosso bioma.
O Caderno de Campo já vinha sendo construído há algum tempo, mesmo antes de receber esse nome e essa estrutura mais definida. A observação da flora, o registro das espécies, o estudo das formas, das cores e das delicadezas do campo já faziam parte do meu percurso. Havia uma busca constante por compreender a paisagem e transformar essa experiência em desenho, grafite e aquarela, no entanto, ainda não existia um método claramente estabelecido, um caminho consciente que organizasse esse processo de forma mais profunda e intencional. Agora, esse método ganha forma e passa a conduzir cada etapa do trabalho: desde a vivência no campo, a observação direta e o encontro com as espécies em seu habitat natural, até o estudo botânico, o desenho e a construção final da obra.
O que antes acontecia de forma mais intuitiva, hoje se organiza como percurso, pesquisa e linguagem.
O Caderno de Campo da Caatinga se torna, assim, não apenas um espaço de criação, mas também um método de investigação, sensibilidade e pertencimento. As outras etapas desse processo estão apresentadas no carrossel a seguir:



















Comentários