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UM GRANDE CADERNO VIVO DA CAATINGA
Aqui, flores espontâneas, deslocamentos, desenho botânico, aquarela, memória e território se encontram para revelar a delicadeza simbólica do semiárido.
Cada registro nasce do caminho: do que floresce após a chuva, do que surge nas frestas, do que o olhar apressado quase não vê. Este espaço é um convite para desacelerar, observar e reconhecer a beleza silenciosa que habita o nosso chão.
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Caderno de Campo da Caatinga | Arte Botânica, Pesquisa e Semiárido Brasileiro
O Caderno de Campo da Caatinga se torna, assim, não apenas um espaço de criação, mas também um método de investigação, sensibilidade e pertencimento.
Eveli Rayane
21 de abr.2 min de leitura


O Silêncio do Riacho Adormecido
Em uma pedalada de 44 km por Jaguarari, reencontro antigas caraibeiras e descubro novas histórias entre o silêncio, o Riacho Sulapa e as transformações da paisagem da Caatinga.
Eveli Rayane
31 de ago.3 min de leitura


Sair do estúdio para aprender a olhar
Não precisa saber o nome.
Não precisa desenhar.
Não precisa fotografar.
Apenas pare por alguns minutos.
Faça uma pausa. Observe.
Eveli Rayane
11 de ago.2 min de leitura


Encontro com o Ipê-Rosa
Descubra como o florescimento antecipado do ipê-rosa na Caatinga inspirou uma aquarela e marcou o início das primeiras cores da primavera.
Eveli Rayane
31 de jul.1 min de leitura


Do campo à exposição: encontrando novos olhares
Alguns encontros permanecem. Inspirada na espécie Commelina erecta, a aquarela botânica "Encontro com Mariana" nasceu de observações de campo e chegou ao 10º Salão de Artes da UNEB, ampliando sua história através de novos olhares.
Eveli Rayane
18 de jun.1 min de leitura


Da observação à pintura: a história de "Encontro com Mariana" (Commelina erecta)
Algumas aquarelas nascem de um único encontro. Outras são construídas ao longo de muitos reencontros. Neste texto, compartilho o processo de criação de "Encontro com Mariana", uma obra inspirada na Commelina erecta e desenvolvida a partir de observações de campo, estudos em grafite e aquarela botânica.
Eveli Rayane
15 de jun.1 min de leitura


Os reencontros que florescem na paisagem
O que acontece quando encontramos as mesmas plantas repetidas vezes ao longo do caminho? Entre corridas, observação botânica e registros no caderno de campo, percebo que algumas espécies deixam de ser apenas objetos de estudo e passam a fazer parte da nossa história. Reencontros, ausências e florescimentos têm transformado meu modo de observar a paisagem da Caatinga.
Eveli Rayane
2 de jun.2 min de leitura


A espécie que perfuma o ambiente em silêncio: meu encontro com a Isabelcristinia aromatica
Entre aroma, textura e observação botânica, iniciei os primeiros estudos da rara Isabelcristinia aromatica. Um encontro que começou no herbário e segue agora no estúdio, entre folhas macias, microscópio, grafite e atenção aos detalhes invisíveis da planta.
Eveli Rayane
28 de mai.1 min de leitura


Observação botânica: Flores que continuam habitando o olhar
A observação botânica tem transformado minha forma de reencontrar espécies, pois quando encontro novamente uma flor que já aquarelei, a sensação nunca é a mesma de um primeiro olhar. Existe algo diferente nesses reencontros, como se aquela espécie já habitasse também o papel, a memória e o processo de observação. Muitas vezes, o encontro desperta vontade de voltar ao estudo. Não porque ele esteja incompleto, mas porque a própria observação continua mudando. Sempre aparece um
Eveli Rayane
26 de mai.2 min de leitura


Entre tantas trilhas pela Caatinga, encontrei poucas coroas-de-frade pelo caminho
A coroa-de-frade pertence ao gênero Melocactus e é uma das plantas mais marcantes da Caatinga. Seu formato arredondado e o topo avermelhado fazem dela uma presença única, quase silenciosa em meio à paisagem.
Algumas espécies desse grupo estão ameaçadas de extinção devido à retirada ilegal da natureza e à perda do habitat. Talvez por isso encontrá-las no caminho provoque uma sensação tão forte.
Eveli Rayane
15 de mai.1 min de leitura


O tempo da Caatinga: entre o verde e a floração
Entre o verde intenso deixado pelas chuvas e a ausência das flores que antes preenchiam o caminho, a Caatinga revelou mais uma vez seus próprios ritmos. Em uma nova ida a campo entre Pilar e Vassourinhas, observei como cada território responde ao tempo de maneira singular e como o desenho nasce também desses intervalos da paisagem.
Eveli Rayane
12 de mai.1 min de leitura


A folha em formato de coração: Jitirana (Ipomoea sericophylla)
Encontrar uma folha em formato de coração no meio da Caatinga é mais do que uma observação botânica é um encontro com a delicadeza. A jitirana (Ipomoea sericophylla) transforma o caminho em poesia e o desenho em permanência.
Eveli Rayane
5 de mai.1 min de leitura


Por que comecei a usar spray fixador fosco nas minhas artes em grafite
Nem sempre o desenho termina quando o grafite sai do papel. Muitas vezes, a etapa de preservação é tão importante quanto o próprio traço. Foi assim que comecei a usar o spray fixador fosco para proteger meus desenhos no sketchbook e também nas obras finalizadas que serão emolduradas.
Eveli Rayane
1 de mai.2 min de leitura


Dia Nacional da Caatinga: o bioma que floresce no semiárido
No dia 28 de abril, celebramos o Dia da Caatinga — o único bioma exclusivamente brasileiro. Entre secas, espinhos e resistência, existe também delicadeza, beleza e uma riqueza botânica que merece ser vista com mais atenção.
Eveli Rayane
28 de abr.2 min de leitura


Flor Mariana | estudo botânico em grafite A3
O studo botânico em grafite da Flor Mariana nasce da observação atenta de suas formas, valores tonais e delicadezas estruturais, em um processo A3 que une ciência, contemplação e território.
Eveli Rayane
17 de abr.1 min de leitura


Flor de xique-xique na trilha: Pilosocereus gounellei no outono da Caatinga
Durante uma trilha no outono da Caatinga, encontrei várias florações de xique-xique (Pilosocereus gounellei) surgindo entre os espinhos. O contraste entre diferentes percursos na mesma região revelou a diversidade dos microambientes e a memória recente das últimas chuvas.
Eveli Rayane
13 de abr.1 min de leitura


A segunda aquarela da Mariana: quando o campo muda a pintura
A flor Mariana retorna ao caderno de campo da Caatinga, em um reencontro que desloca o olhar para as folhas, os detalhes e os desdobramentos da aquarela.
Eveli Rayane
10 de abr.2 min de leitura


Mariana: três encontros, um olhar que amadurece no campo
Algumas flores chegam primeiro pelo imaginário. Meu primeiro encontro com a Mariana aconteceu durante a leitura do material Flores da Caatinga (CASTRO; CAVALCANTE, 2010), quando a espécie ainda habitava apenas o território da pesquisa e do imaginário. Antes mesmo de vê-la no campo, a espécie já havia me encantado pela delicadeza das pétalas e pela beleza singular de sua forma. Naquele momento, ela parecia uma dessas flores raras que talvez permanecessem apenas no território
Eveli Rayane
6 de abr.2 min de leitura


Mariana (Commelina erecta): do grafite à aquarela, um estudo em processo
A Mariana ( Commelina erecta ), com seu azul intenso e brilho delicado, continua se revelando em camadas no meu processo de observação e pintura. Depois do encontro em campo e do registro inicial no Caderno de Campo da Caatinga , iniciei na semana passada um estudo em duas etapas: primeiro o desenho em grafite , seguido pela primeira interpretação em aquarela . O estudo começou no grafite, como forma de compreender melhor a estrutura da flor, a organização das pétalas, a deli
Eveli Rayane
30 de mar.2 min de leitura


Moleque-duro (Varronia leucocephala): flor da Caatinga e notas de campo
Caminhar na Caatinga exige um tipo específico de atenção. Não é um olhar apressado, nem uma busca direta. É um estado de presença e com a chegada das chuvas, a paisagem se transforma: O verde se expande, e entre essa nova densidade, as flores aparecem lindamente. Antes do desenho, existe o deslocamento. O corpo atravessa o espaço, e o olhar aprende a desacelerar. Observar, nesse contexto, não é apenas ver, é reconhecer ritmos, variações, permanência. Em um desses deslocamento
Eveli Rayane
27 de mar.1 min de leitura
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