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UM GRANDE CADERNO VIVO DA CAATINGA
Aqui, flores espontâneas, deslocamentos, desenho botânico, aquarela, memória e território se encontram para revelar a delicadeza simbólica do semiárido.
Cada registro nasce do caminho: do que floresce após a chuva, do que surge nas frestas, do que o olhar apressado quase não vê. Este espaço é um convite para desacelerar, observar e reconhecer a beleza silenciosa que habita o nosso chão.
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Os reencontros que florescem na paisagem
O que acontece quando encontramos as mesmas plantas repetidas vezes ao longo do caminho? Entre corridas, observação botânica e registros no caderno de campo, percebo que algumas espécies deixam de ser apenas objetos de estudo e passam a fazer parte da nossa história. Reencontros, ausências e florescimentos têm transformado meu modo de observar a paisagem da Caatinga.
Eveli Rayane
há 3 dias2 min de leitura


A espécie que perfuma o ambiente em silêncio: meu encontro com a Isabelcristinia aromatica
Entre aroma, textura e observação botânica, iniciei os primeiros estudos da rara Isabelcristinia aromatica. Um encontro que começou no herbário e segue agora no estúdio, entre folhas macias, microscópio, grafite e atenção aos detalhes invisíveis da planta.
Eveli Rayane
28 de mai.1 min de leitura


Observação botânica: Flores que continuam habitando o olhar
A observação botânica tem transformado minha forma de reencontrar espécies, pois quando encontro novamente uma flor que já aquarelei, a sensação nunca é a mesma de um primeiro olhar. Existe algo diferente nesses reencontros, como se aquela espécie já habitasse também o papel, a memória e o processo de observação. Muitas vezes, o encontro desperta vontade de voltar ao estudo. Não porque ele esteja incompleto, mas porque a própria observação continua mudando. Sempre aparece um
Eveli Rayane
26 de mai.2 min de leitura


Caderno de Campo da Caatinga | Arte Botânica, Pesquisa e Semiárido Brasileiro
O Caderno de Campo da Caatinga se torna, assim, não apenas um espaço de criação, mas também um método de investigação, sensibilidade e pertencimento.
Eveli Rayane
21 de abr.2 min de leitura


Mariana (Commelina erecta): do grafite à aquarela, um estudo em processo
A Mariana ( Commelina erecta ), com seu azul intenso e brilho delicado, continua se revelando em camadas no meu processo de observação e pintura. Depois do encontro em campo e do registro inicial no Caderno de Campo da Caatinga , iniciei na semana passada um estudo em duas etapas: primeiro o desenho em grafite , seguido pela primeira interpretação em aquarela . O estudo começou no grafite, como forma de compreender melhor a estrutura da flor, a organização das pétalas, a deli
Eveli Rayane
30 de mar.2 min de leitura


Moleque-duro (Varronia leucocephala): flor da Caatinga e notas de campo
Caminhar na Caatinga exige um tipo específico de atenção. Não é um olhar apressado, nem uma busca direta. É um estado de presença e com a chegada das chuvas, a paisagem se transforma: O verde se expande, e entre essa nova densidade, as flores aparecem lindamente. Antes do desenho, existe o deslocamento. O corpo atravessa o espaço, e o olhar aprende a desacelerar. Observar, nesse contexto, não é apenas ver, é reconhecer ritmos, variações, permanência. Em um desses deslocamento
Eveli Rayane
27 de mar.1 min de leitura


Caderno de Campo da Caatinga: o início de um olhar
Durante muito tempo, meu encontro com as flores foi silencioso. Eu caminhava, observava e registrava em fotografia. Essas imagens não eram apenas registros, eram pequenas pausas no dia. Muitas vezes, eu as compartilhava como inspiração do dia no Instagram. As cores, as formas e a presença dessas flores atravessavam a rotina e transformavam o modo como eu via o território. Era uma forma de lembrar a mim e a outros que existe beleza no caminho. Quando o olhar se transforma E
Eveli Rayane
17 de mar.2 min de leitura
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