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UM GRANDE CADERNO VIVO DA CAATINGA
Aqui, flores espontâneas, deslocamentos, desenho botânico, aquarela, memória e território se encontram para revelar a delicadeza simbólica do semiárido.
Cada registro nasce do caminho: do que floresce após a chuva, do que surge nas frestas, do que o olhar apressado quase não vê. Este espaço é um convite para desacelerar, observar e reconhecer a beleza silenciosa que habita o nosso chão.
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A espécie que perfuma o ambiente em silêncio: meu encontro com a Isabelcristinia aromatica
Entre aroma, textura e observação botânica, iniciei os primeiros estudos da rara Isabelcristinia aromatica. Um encontro que começou no herbário e segue agora no estúdio, entre folhas macias, microscópio, grafite e atenção aos detalhes invisíveis da planta.
Eveli Rayane
28 de mai.1 min de leitura


Observação botânica: Flores que continuam habitando o olhar
A observação botânica tem transformado minha forma de reencontrar espécies, pois quando encontro novamente uma flor que já aquarelei, a sensação nunca é a mesma de um primeiro olhar. Existe algo diferente nesses reencontros, como se aquela espécie já habitasse também o papel, a memória e o processo de observação. Muitas vezes, o encontro desperta vontade de voltar ao estudo. Não porque ele esteja incompleto, mas porque a própria observação continua mudando. Sempre aparece um
Eveli Rayane
26 de mai.2 min de leitura


Entre tantas trilhas pela Caatinga, encontrei poucas coroas-de-frade pelo caminho
A coroa-de-frade pertence ao gênero Melocactus e é uma das plantas mais marcantes da Caatinga. Seu formato arredondado e o topo avermelhado fazem dela uma presença única, quase silenciosa em meio à paisagem.
Algumas espécies desse grupo estão ameaçadas de extinção devido à retirada ilegal da natureza e à perda do habitat. Talvez por isso encontrá-las no caminho provoque uma sensação tão forte.
Eveli Rayane
15 de mai.1 min de leitura


O tempo da Caatinga: entre o verde e a floração
Entre o verde intenso deixado pelas chuvas e a ausência das flores que antes preenchiam o caminho, a Caatinga revelou mais uma vez seus próprios ritmos. Em uma nova ida a campo entre Pilar e Vassourinhas, observei como cada território responde ao tempo de maneira singular e como o desenho nasce também desses intervalos da paisagem.
Eveli Rayane
12 de mai.1 min de leitura


Por que comecei a usar spray fixador fosco nas minhas artes em grafite
Nem sempre o desenho termina quando o grafite sai do papel. Muitas vezes, a etapa de preservação é tão importante quanto o próprio traço. Foi assim que comecei a usar o spray fixador fosco para proteger meus desenhos no sketchbook e também nas obras finalizadas que serão emolduradas.
Eveli Rayane
1 de mai.2 min de leitura


Dia Nacional da Caatinga: o bioma que floresce no semiárido
No dia 28 de abril, celebramos o Dia da Caatinga — o único bioma exclusivamente brasileiro. Entre secas, espinhos e resistência, existe também delicadeza, beleza e uma riqueza botânica que merece ser vista com mais atenção.
Eveli Rayane
28 de abr.2 min de leitura


Caderno de Campo da Caatinga | Arte Botânica, Pesquisa e Semiárido Brasileiro
O Caderno de Campo da Caatinga se torna, assim, não apenas um espaço de criação, mas também um método de investigação, sensibilidade e pertencimento.
Eveli Rayane
21 de abr.2 min de leitura


Flor Mariana | estudo botânico em grafite A3
O studo botânico em grafite da Flor Mariana nasce da observação atenta de suas formas, valores tonais e delicadezas estruturais, em um processo A3 que une ciência, contemplação e território.
Eveli Rayane
17 de abr.1 min de leitura


Flor de xique-xique na trilha: Pilosocereus gounellei no outono da Caatinga
Durante uma trilha no outono da Caatinga, encontrei várias florações de xique-xique (Pilosocereus gounellei) surgindo entre os espinhos. O contraste entre diferentes percursos na mesma região revelou a diversidade dos microambientes e a memória recente das últimas chuvas.
Eveli Rayane
13 de abr.1 min de leitura


A segunda aquarela da Mariana: quando o campo muda a pintura
A flor Mariana retorna ao caderno de campo da Caatinga, em um reencontro que desloca o olhar para as folhas, os detalhes e os desdobramentos da aquarela.
Eveli Rayane
10 de abr.2 min de leitura


Mariana: três encontros, um olhar que amadurece no campo
Algumas flores chegam primeiro pelo imaginário. Meu primeiro encontro com a Mariana aconteceu durante a leitura do material Flores da Caatinga (CASTRO; CAVALCANTE, 2010), quando a espécie ainda habitava apenas o território da pesquisa e do imaginário. Antes mesmo de vê-la no campo, a espécie já havia me encantado pela delicadeza das pétalas e pela beleza singular de sua forma. Naquele momento, ela parecia uma dessas flores raras que talvez permanecessem apenas no território
Eveli Rayane
6 de abr.2 min de leitura


Mariana (Commelina erecta): do grafite à aquarela, um estudo em processo
A Mariana ( Commelina erecta ), com seu azul intenso e brilho delicado, continua se revelando em camadas no meu processo de observação e pintura. Depois do encontro em campo e do registro inicial no Caderno de Campo da Caatinga , iniciei na semana passada um estudo em duas etapas: primeiro o desenho em grafite , seguido pela primeira interpretação em aquarela . O estudo começou no grafite, como forma de compreender melhor a estrutura da flor, a organização das pétalas, a deli
Eveli Rayane
30 de mar.2 min de leitura


Moleque-duro (Varronia leucocephala): flor da Caatinga e notas de campo
Caminhar na Caatinga exige um tipo específico de atenção. Não é um olhar apressado, nem uma busca direta. É um estado de presença e com a chegada das chuvas, a paisagem se transforma: O verde se expande, e entre essa nova densidade, as flores aparecem lindamente. Antes do desenho, existe o deslocamento. O corpo atravessa o espaço, e o olhar aprende a desacelerar. Observar, nesse contexto, não é apenas ver, é reconhecer ritmos, variações, permanência. Em um desses deslocamento
Eveli Rayane
27 de mar.1 min de leitura


Mariana (Commelina erecta): o azul que pede presença
Saí de casa naquele dia com uma intenção simples: observar. Havia em mim um pressentimento de que encontraria diferentes flores pelo caminho. Não sabia quais, nem onde, então apenas corri com o olhar atento. Foi durante o treino que ela apareceu, um pequeno ponto azul, quase silencioso, entre o verde e o chão... Parei imediatamente. A Mariana ( Commelina erecta ) é uma dessas flores que exigem presença. Rasteira, discreta, organizada em pequenas sequências ao longo do caule,
Eveli Rayane
24 de mar.2 min de leitura


Flor do Mandacaru: observação botânica no Caderno de Campo da Caatinga
Mandacaru: quando o desenho encontra a flor Antes de encontrar essa flor no caminho, eu já havia desenhado a flor do mandacaru. O primeiro estudo nasceu de imagens que encontrei na internet. Eram fotografias bonitas, úteis como referência, e me ajudaram a compreender a forma geral da flor: as pétalas longas, o centro luminoso, o contraste com o verde espinhoso do cacto. Todavia, naquele momento, o desenho ainda era uma aproximação. Um exercício de observação mediado por telas
Eveli Rayane
17 de mar.2 min de leitura


Caderno de Campo da Caatinga: o início de um olhar
Durante muito tempo, meu encontro com as flores foi silencioso. Eu caminhava, observava e registrava em fotografia. Essas imagens não eram apenas registros, eram pequenas pausas no dia. Muitas vezes, eu as compartilhava como inspiração do dia no Instagram. As cores, as formas e a presença dessas flores atravessavam a rotina e transformavam o modo como eu via o território. Era uma forma de lembrar a mim e a outros que existe beleza no caminho. Quando o olhar se transforma E
Eveli Rayane
17 de mar.2 min de leitura
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