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O tempo da Caatinga: entre o verde e a floração

  • Foto do escritor: Eveli Rayane
    Eveli Rayane
  • 12 de mai.
  • 1 min de leitura

No dia 2 de maio, iniciei mais uma ida a campo, no distrito de Pilar, município de Jaguarari-BA.

Dessa vez, fui com minha mãe até um outro local, conhecido como Vassourinhas. O início do percurso foi praticamente o mesmo de uma visita anterior: os primeiros 15 km seguem pela mesma estrada que percorri há cerca de um mês.

Mas algo me chamou atenção, dessa vez, o caminho estava diferente. Onde antes havia muitas flores, especialmente as amarelas que costumam marcar esse percurso, agora havia silêncio florido. Poucas flores, quase nenhuma.

Em compensação, o verde estava intenso. As chuvas recentes transformaram a paisagem, e a vegetação respondia de outra forma: menos flores, mais presença verde.

Estamos no outono, um período de transição no semiárido e isso se revela no campo, não apenas no que aparece, mas também no que se recolhe.

Quando chegamos às Vassourinhas, próximo às áreas com água e formações rochosas, o cenário mudou novamente. Ali, encontrei algumas flores e foi nesse momento que eu fiz um rascunho rápido de uma delas. Um primeiro gesto de registro, que ainda será amadurecido em estudo.




No dia seguinte, já em Petrolina, percorri 21 km de corrida. E, no mesmo período, em outro território, encontrei árvores em plena floração. Isso me faz lembrar:

Mesmo dentro do mesmo bioma, cada lugar tem seu tempo, sua resposta, seu ritmo.




A Caatinga não floresce de forma uniforme, ela se expressa em camadas, em tempos distintos, em geografias sensíveis e é nesse intervalo entre o que floresce e o que se recolhe que o desenho começa

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